Capítulo 1: O Ovo da Sereia

Bayi Duyung di Antariksa Ikan koi datang menghampiri. 3700kata 2026-03-11 06:32:28

“Lingxi, você canta maravilhosamente! Quando debutarmos, você certamente será o centro do grupo!”

Uma menina vestindo uma minissaia de dançarina, ostentando duas maria-chiquinhas vermelhas, caminhava de costas pela rua, olhando com entusiasmo para a garota à sua frente.

A jovem, com um simples rabo de cavalo, tinha os cabelos negros e brilhantes que reluziam sob o poente. Seu rosto juvenil, à primeira vista, evocava a doçura de uma irmãzinha da vizinhança.

Porém, ao se olhar com mais atenção, como poderia alguém ser tão pura e límpida? Mesmo o coração mais sombrio, ao vê-la, ansiaria pelo sol; Lingxi possuía esse tipo de magnetismo.

Sua voz era capaz de dissipar as trevas da alma, e cada um de seus gestos e sorrisos atraía todos os olhares. Ela pertencia naturalmente ao palco e seu futuro prometia ser radiante...

“É verdade, com Lingxi no grupo, estamos garantidas!”

“Aquele jurado não conseguia tirar os olhos da nossa Lingxi!”

O pequeno grupo de cinco garotas tagarelava animadamente ao longo do caminho, todas as conversas girando em torno de uma única pessoa.

Lingxi escutava suas companheiras com um sorriso. Elas formavam um grupo feminino prestes a debutar, e acabavam de encerrar sua participação em um programa de talentos. Salvo imprevistos, seriam campeãs.

Caminhando pela rua e observando as amigas à frente, cheias de energia, de súbito ouviu uma voz sussurrar ao seu ouvido: “Volte... volte...”

Surpresa, ela olhou ao redor. Exceto por elas e pela empresária, não havia mais ninguém!

Será que tinha se confundido?

Antes que pudesse dar mais dois passos, a mesma voz, agora mais ansiosa, ecoou: “Volte... volte...”

Desta vez, ela teve certeza de não estar enganada! Ergueu novamente o olhar e perscrutou o entorno, mas tudo permanecia inalterado.

A empresária, sempre atenta a Lingxi, percebeu sua inquietação e se aproximou:

“Lingxi, está procurando algo?”

“Foi, você não ouviu nenhum som estranho?”

Fu franziu a testa, permanecendo atenta. Além das risadas das garotas, não percebia nada mais.

Observando a jovem à sua frente, com o cenho apertado, Fu compreendeu: devia ser a pressão da primeira apresentação.

Sorrindo, tranquilizou-a: “Fique tranquila, Lingxi, desta vez não há com o que se preocupar. Descanse logo hoje e aguarde o resultado amanhã.”

A voz misteriosa calou-se novamente. Teria sido apenas estresse? Talvez estivesse ouvindo coisas... Concordou com a empresária:

“Entendi. Quando chegarmos ao hotel, vou descansar logo. Não vou acompanhá-las para a diversão.”

Fu assentiu prontamente, dizendo com ternura: “Isso mesmo, Lingxi, sua saúde vem em primeiro lugar. Não pode se esgotar.”

Nisso, uma das meninas, de cabelos curtos e grisalhos, brincou com um leve tom sarcástico:

“Fu, você nunca se preocupa tanto comigo assim~”

Fu riu alto: “Se você fosse tão obediente e talentosa quanto Lingxi, eu a trataria como uma ancestral!”

A garota de cabelos curtos fez uma careta, calou-se e lançou um olhar disfarçado para Lingxi, no qual lampejou uma centelha de inveja, logo encoberta por risos e brincadeiras junto às outras.

Ao chegar ao hotel, Lingxi apenas despediu-se brevemente e subiu para seu quarto.

Então, a voz retornou...

“Volte... volte...”

Lingxi sacudiu a cabeça. Aquela voz ecoava sem cessar em seus ouvidos!

“Volte... volte... minha filha...”

Sem compreender, sentia-se cada vez mais sonolenta. Já não tinha forças para refletir sobre quem lhe dizia tais palavras, apenas desejava dormir profundamente.

Sem perceber, deitou-se na cama, e a voz soou ainda mais clara em sua mente: “Volte... minha filha...”

“Você precisa... viver bem...”

A última frase, permeada de tristeza, inexplicavelmente lhe apertou o coração.

No sonho, Lingxi murmurou inconscientemente: “Mamãe...”

Uma lágrima deslizou do canto do olho enquanto mergulhava no sono profundo.

――

No mar sem fim, um ovo azul-escuro, levado pela correnteza, subia e descia ao sabor das águas.

De tempos em tempos, um peixinho passava roçando a casca; outras vezes, uma água-viva, como se brincasse com um brinquedo, girava em torno do ovo incessantemente...

De repente, um enorme tubarão-branco avançou veloz, dispersando todos os peixes, restando apenas o ovo à deriva!

Sem titubear, o tubarão abocanhou o ovo de uma só vez!

... As águas ao redor ficaram imóveis.

Sangue fresco começou a escorrer da boca do tubarão, tingindo o mar ao redor...

O tubarão sacudiu a cabeça em agonia e cuspiu o ovo azul-escuro, junto com dois dentes afiados!

Sem olhar para trás, afastou-se em busca de novas presas noutras paragens.

...

No sonho, Lingxi sentia-se como se estivesse no ventre cálido da mãe, uma sensação tão acolhedora que não desejava despertar.

O ovo azul-escuro, levado pelas águas, derivou até a sombra de um colosso...

Uma embarcação gigantesca!

Era um navio capaz de abrigar milhares de pessoas, construído de um metal desconhecido, reluzente de branco. Fileiras de dispositivos precisos adornavam o casco, impressionando qualquer olhar!

A bordo, ninguém parecia se importar com as ondas revoltas; desfrutavam com deleite dos luxos do cruzeiro.

Em uma suíte de hóspedes, um jovem de uniforme prateado fitava impassível o homem ruivo diante dele, também uniformizado.

Disse com frieza:

“Não me venha dizer que veio ao Mar Sem Fim apenas para tirar férias!”

O outro respondeu com um sorriso evasivo:

“Como poderia? Ouvi dizer que viram uma sereia nestas águas...”

“Por isso, trouxe você para dar sorte...”

Vendo que o rapaz continuava impassível, ergueu a voz:

“Baixiu! Você já tem sessenta anos, trinta deles solteiro! Não vai procurar um par? Vai morrer sozinho?”

Baixiu sequer ergueu as pálpebras:

“No planeta Vicasai há muitos que chegam aos cem anos sem companhia. Você não acha que está se preocupando cedo demais?”

“Kede, não teme que Alice descubra que você está aqui atrás de sereias?”

Kede tossiu fortemente e lançou-lhe um olhar furioso:

“Não fale bobagens diante da Alice! Estou aqui para encontrar uma sereia para você!”

Depois, com um sorriso tolo, completou:

“Se não fosse porque minha Alice está grávida, teria trazido ela comigo.”

Baixiu desviou o olhar, impaciente com o novo e tolo pai, e disparou friamente:

“Não gosto de sereias.”

Kede revirou os olhos e, irritado, replicou:

“Já sei! Desde que completou a maioridade, diz que não gosta de sereias. Então vá atrás de uma mulher!”

“Se nem mulher você procura, será que prefere...”

Sob o olhar gélido de Baixiu, engoliu o resto da frase.

Murmurou em voz baixa:

“Não gosta de mulheres, não gosta de sereias, homens... bem, acho que também não... Você é impossível de agradar!”

Baixiu, farto das lamúrias do amigo, levantou-se e saiu para contemplar o mar do convés.

Kede, vendo que o outro não lhe dava valor, sentiu-se aborrecido. Se não fosse por ser seu único amigo, não se importaria com os problemas dele!

Ah… Como sinto falta de minha Alice. Meu pobre bebê, papai não pode estar ao seu lado...

~~~

Suspirou, apressando-se em seguir Baixiu para juntos sentirem o vento do mar no convés.

Kede apoiou-se na amurada, admirando as águas profundas, e recordou Alice nadando na piscina de casa, a cauda azul-clara balançando graciosamente.

Agora, ela grávida... quando a criança nascer, será que terá cauda ou será humana?

Se for uma menina com cauda, certamente será tão bela quanto este ovo que vejo!

Espere... ovo?

Kede arregalou os olhos para o ovo que emergia da superfície!

“Baixiu! Baixiu! Olhe, há um ovo ali!”

Baixiu lançou-lhe um olhar, seguindo a direção apontada.

Um ovo azul-escuro. Não se interessou.

Kede, excitado, apressou-se a contatar o capitão para preparar os equipamentos e resgatar o ovo.

Não desgrudava os olhos do ovo, temendo que uma onda o levasse.

Comentou, radiante:

“Não há peixe que ponha ovos assim! Deve ser um filhote de sereia!”

“Baixiu, você é mesmo sortudo! Mal chegamos, já encontrou uma sereia!”

Baixiu, vendo a empolgação do amigo, comentou friamente:

“No mar há cobras aquáticas que botam ovos. Se você acabar pescando uma e sendo mordido, vai ficar famoso.”

Kede revirou os olhos:

“Seu agouro só estraga a diversão!”

Acenou para dois técnicos que se aproximaram correndo:

“Aqui! Venham, neste lado!”

Os dois se posicionaram e, juntos, lançaram a rede.

Um deles manejava o instrumento para guiar a rede até o ovo, envolvendo-o com cuidado.

Kede, ao lado, pediu ansioso:

“Nao danifiquem a rede! Tem uma sereia aí dentro! Cuidado para não machucar o bebê!”

O responsável pelo resgate ficou ainda mais sério, puxando a rede com extremo cuidado. Kede pegou o ovo com toda delicadeza, acolhendo-o nos braços.

Baixiu, ao lado, também se sentiu aliviado ao ver o ovo salvo.

Ao perceber sua preocupação, sorriu de si para si: também estava acreditando que era um ovo de sereia!

Embora as sereias não fossem mais raras, em Vicasai todo homem sonhava em ter uma como esposa.

Não só pela beleza, mas pela fertilidade: a taxa de natalidade das mulheres caía ano a ano, quase inexistente. Por isso, a maioria delas fundiu seus genes com os das sereias, tornando-se híbridas.

Embora o corpo se tornasse frágil, a fertilidade aumentava consideravelmente. Alguns homens mais débeis também optavam por essa transformação, buscando sobreviver.

Sereias, machos ou fêmeas, detinham a capacidade de procriar, reacendendo as esperanças da Federação Estelar.

A caça às sereias tornou-se desenfreada, e, em mil anos, quase não restavam selvagens. As transformadas eram frágeis demais.

Assim, a Federação instituiu a Lei de Proteção às Sereias: todo indivíduo da espécie tem, desde o nascimento, direito a subsídio governamental, e é crime ferir uma sereia em todo o território estelar!

Mesmo assim, muitos homens jamais conseguiam esposar uma sereia, pois elas eram raríssimas!

A disparidade era tamanha que só homens excepcionais conquistavam tal direito, tornando as sereias cada vez mais preciosas.

Encontrar, agora, um ovo selvagem de sereia no Mar Sem Fim era uma possibilidade ínfima. Baixiu já podia antever a decepção de Kede...