Capítulo Dois: “Seriedade”

Orang-Orang Terhormat di Masa Dinasti Qin Sang Cendekia yang Meninggalkan Pena 3379kata 2026-03-11 14:39:39

Enquanto falava, ele sacou a grande espada presa à cintura; no instante em que a lâmina cintilou fora da bainha, os dois ao seu lado, bem como os guardas junto à porta, se viram tomados pelo susto.

Em seguida, com um movimento ágil, a espada traçou um corte profundo no braço esquerdo de Qi Xuanliang, e o sangue jorrou em profusão, fazendo com que as pálpebras de Li Shang'an tremessem de inquietação.

— Irmão, tome o quanto precisar! — Qi Xuanliang estendeu o braço ferido através da grade.

Os guardas hesitaram em intervir, mas ao verem o semblante severo de Qi Xuanliang, engoliram as palavras que pretendiam dizer. Não era alguém que se pudesse provocar! Desde que não houvesse fuga, qualquer coisa era tolerável; afinal, todos eram camaradas, consolava-se assim.

Li Shang'an apressou-se a recolher um pouco do sangue com as mãos e, ansioso, declarou: — Basta, basta.

Vendo Qi Xuanliang retirar o braço, ainda não satisfeito, e envolvê-lo com um trapo, Li Shang'an enfim pôde respirar aliviado.

A roupa de prisioneiro, como se esperava, era de qualidade deplorável; bastou um leve puxão para separar um pedaço de pano, no qual escreveu com sangue algumas palavras, embrulhando-o em seguida.

Olhou para Qi Xuanliang, que já havia tratado do ferimento, e, com voz solene, disse: — Encontra um meio de entregar isto à Senhora Mingzhu; é de extrema importância. Minha chance de sair vivo daqui depende disso.

A gravidade do tom não passou despercebida a Qi Xuanliang, que, compreendendo o peso da missão, bateu no peito: — Não se preocupe, irmão! Mesmo que tenha de arriscar a vida, entregarei isto!

Li Shang'an quis dizer que não era necessário tanto sacrifício, mas Qi Xuanliang, sentindo a urgência, já se afastava.

No entanto, a meio caminho, retornou, encostando a cabeça nas grades e murmurando: — Irmão, não me diga que você e a Senhora Mingzhu...

Uma linha escura apareceu na testa de Li Shang'an: — Não fale bobagens!

— Entendi, hehe! — E, num piscar de olhos, desapareceu.

Ao contemplar o vulto que se afastava, Li Shang'an soltou um suspiro.

Ao mencionar a Senhora Mingzhu, sua mente logo evocou a silhueta voluptuosa e graciosa daquela mulher; ah, aquelas curvas certamente seriam um deleite ao toque!

Mas, de fato, jamais as tocara; não seria ele a carregar essa culpa!

Percebendo que os guardas trazidos por Qi Xuanliang já haviam partido, os soldados que vigiavam a prisão também suspiraram aliviados.

— Capitão Li, peço desculpas por qualquer ofensa; espero que, magnânimo como é, não guarde rancor — disse um dos que há pouco havia feito pouco caso de seu infortúnio, agora com uma expressão completamente distinta.

Li Shang'an, ainda perdido nos pensamentos sobre o corpo da Senhora Mingzhu, foi surpreendido pela fala; olhou para fora: — Está com medo?

O guarda foi franco: — Estou.

Li Shang'an sorriu de escárnio: — Não creio que seja de mim que tem medo.

O outro apenas sorriu, sem responder.

Não há motivo para temer um homem destinado à morte; mas os vivos, quem sabe o que podem fazer?

E Li Shang'an, agora com vontade de conversar, disse: — Já que está com medo, porque não conversamos? Talvez eu o perdoe; se eu o perdoar, talvez meus irmãos também o perdoem.

O guarda ponderou: — E sobre o que desejaria conversar, Capitão Li?

Li Shang'an, como quem escolhe um tema ao acaso, perguntou: — Na cidade, há o Pavilhão Zilan; já esteve lá?

O guarda balançou a cabeça: — Lugar desses, com nosso salário, impossível frequentar!

— Oh? Mas não tem vontade de ir? — indagou Li Shang'an.

O guarda, achando o tema seguro, respondeu sem reservas: — Claro que tenho! Ouço dizer que lá, cada moça é mais encantadora que a outra; basta um olhar para perder a alma. E o senhor, Capitão Li, já foi?

Pensava consigo que, embora o posto de Li Shang'an fosse superior, também não deveria ter recursos para tal luxo.

Li Shang'an, com um certo pesar, negou: — Nunca fui. O maior arrependimento da minha vida é jamais ter gasto ali.

Podia parecer encenação, mas não era só isso; de fato, nunca frequentara tais locais, pois era um cidadão honesto e cumpridor da lei!

Lembrou-se de uma noite, hospedado ao acaso perto da estação, quando uma jovem bateu à porta oferecendo serviços; justo naquele momento, a namorada ligou, e ele teve de recusar.

Agora, ao recordar, sentia certo pesar; mas mesmo se tivesse outra chance, recusaria — aquele ambiente era medíocre demais!

Não, era porque sempre respeitara os limites da lei!

Seu ar de arrependimento pareceu ser compartilhado pelo guarda: — Quem dirá? Dizem que no Pavilhão Zilan há uma moça chamada Nongyu, exímia no qin; até os dignitários fazem fila para ouvi-la!

Ao ouvir o nome de Nongyu, Li Shang'an evocou a imagem de uma jovem sentada ao lado do antigo instrumento, de aura elegante e serena, pura como orquídea — mais uma que lhe tocava o coração.

Ao pensar nela, era inevitável recordar outra mulher, sensual e sedutora, envolta em um manto púrpura; mas tais devaneios ficariam para quando saísse vivo dali.

— Seja Nongyu ou a proprietária, Zi Nü, um dia, se houver oportunidade, levarei você para ver — prometeu Li Shang'an.

— Você? — O guarda lançou-lhe um olhar enviesado; um homem à beira da morte dificilmente teria tal oportunidade.

Ainda assim, respondeu ambiguamente: — Ah, sim, muito obrigado, Capitão Li.

Li Shang'an sabia bem o que o guarda pensava, e isso confirmava que eliminar os partidários do Rei Han e substituí-los por seus próprios homens era ideia inspirada por alguém de fora.

Esse alguém era, sem dúvida, o grande general de Han, Ji Wuye.

Pelo método direto de assassinato, a Senhora Mingzhu — a notória Chao Nü Yao — não estava envolvida; seu nível era alto demais para lidar com alguém como ele.

Ji Wuye precisava apenas de um nome para justificar; tais assuntos não interessavam à Chao Nü Yao.

Assim, quem pudesse intervir diretamente, sem grandes custos, era justamente quem ele buscava.

Li Shang'an não se preocupava com a atitude do guarda, e perguntou, disfarçando: — Falando em beldades, já viu a Senhora Mingzhu?

O guarda ficou alerta, encarando Li Shang'an: — O que deseja dizer, Capitão Li?

Seu olhar, agora, era visivelmente mais cauteloso.

Li Shang'an sorriu: — Nada demais. Você nunca esteve no palácio, não sabe; lá, comparado ao Pavilhão Zilan, há ainda mais belezas.

O guarda afastou-se discretamente de Li Shang'an, advertindo com sutileza: — Capitão Li, discutir assuntos das concubinas do rei é crime grave.

— Crime? Eu invadi até os aposentos da Senhora Mingzhu; vou temer crime de opinião? — Li Shang'an demonstrou coragem irredutível.

— Mas... Capitão Li não foi acusado injustamente? — O guarda parecia saber algo da história.

Ao virar-se, viu Li Shang'an sorrindo enigmaticamente: — Quando disse que fui acusado? Apenas desejo ajudar o rei, pois a senhora é solitária no palácio. Além de bela, Senhora Mingzhu sabe cuidar dos seus; por ela, eu poderia conquistar glórias. Pergunto-me se ela virá me buscar.

Ao ouvir isso, o guarda já suava frio; que segredo fatal era esse que lhe era confiado?

Outro guarda, que também escutava a conversa, não estava melhor; trocaram olhares, e o que falava com Li Shang'an disse: — Fique aqui; lembrei de uma notícia importante para relatar — e saiu às pressas.

Eles ignoravam a verdadeira identidade da Senhora Mingzhu, mas se o assunto envolvia a favorita do rei, era notícia que devia ser levada aos superiores.

Embora fosse provável que a Senhora Mingzhu se comoveria ao receber as palavras escritas, Li Shang'an jamais apostava no acaso, muito menos quando o risco era sua própria vida.

Se Mingzhu fosse uma concubina comum, Ji Wuye não se importaria; mas os soldados não sabiam, Li Shang'an, sim.

Como Chao Nü Yao, uma das quatro terríveis generais da noite, até Ji Wuye pensaria duas vezes antes de ofendê-la. Matar um capitão menor para irritar a mulher insana não valeria a pena.

No pior cenário, ao menos poderia retardar o assassinato, dando tempo para o próximo atentado.

Pôs de lado tais pensamentos; já fizera tudo que podia, restava esperar pelo retorno de Qi Xuanliang.

Sentado ao chão, Li Shang'an olhou as mãos, iguais às de antes; precisava examinar o corpo, suspeitava que era o seu próprio, apenas similar ao original, de modo que ninguém notara a diferença.

Afinal, seu rosto era de fácil reconhecimento; por isso o guarda não desconfiara. Se Qi Xuanliang, com sua face escura, dissesse que tinha um caso com a princesa, o guarda teria duvidado.

Enquanto se concentrava na autoperícia, sentiu algo estranho na mente.

Dentro do cérebro, parecia enxergar um livro, um volume dourado e radiante. Na capa, um grande caractere: “Zheng” (Justo).

Seria o “Clássico da Retidão” que comprara?

Ao querer abri-lo, sentiu como se “visse” um complexo e obscuro mapa de meridianos do corpo humano, que se expandia até envolver-lhe por completo.

Logo, uma onda de calor percorreu-lhe as entranhas, um prazer intenso e inexplicável, levando-o a exclamar involuntariamente; o guarda restante olhou-o surpreso, sem compreender o que pretendia.

Li Shang'an era homem de grande autocontrole, mas aquela sensação era demasiado intensa, como se todas as ex-namoradas tivessem esquecido antigas mágoas e se entregassem a ele, como as mulheres que há pouco imaginara — Mingzhu, Nongyu, Zi Nü...

Naquele instante, seus pensamentos pareciam voar longe, os devaneios multiplicando-se...

O soldado à porta observou-o por longo tempo, inquieto, até aproximar-se cautelosamente e, ao espiar, viu que Li Shang'an dormia profundamente.